[fotos] Aldeia Tekoa Ytu/SP

Fotos recheadas de muito amor, inocência, resistência e luta dos índios da aldeia Tekoa Ytu de São Paulo. Vivem assim, em uma parte bem pertinho de uma natureza que não é a ideal a eles, dentro da cidade grande. Ao lado do Parque Jaraguá, resiste esse pequeno espaço cheio de cultura e força. Continue reading “[fotos] Aldeia Tekoa Ytu/SP”

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[fotos] Nova Friburgo-RJ

Foram 8 dias em Nova Friburgo, na região serrana do Rio de Janeiro, na casa da mãe de André, companheiro de mochilão. Boas conversas, comida feita com carinho, ambiente familiar, galinha, boi, pato e algumas lágrimas ao partir. E abaixo, alguns registros. Continue reading “[fotos] Nova Friburgo-RJ”

[texto e foto] fotógrafos frenéticos

O que essas fotos (na galeria depois desse texto gigante) têm em comum?
Talvez elas sejam a prova de que estamos cada vez mais distraídos e robôs.
Exato.

Eu ia citar uma pesquisa feita pela Superinteressante sobre memória, mas vou ter como base três experiências marcantes.

Como da vez que eu estava numa cachoeira em Paraty com duas amigas.
Uma delas estava meditando, a outra curtindo a água e eu observando tudo aquilo.
Algumas pessoas passavam por ali, mas uma me chamou a atenção.

Ela chegou junto com um grupo, entregou sua câmera para um colega e pediu para que ele tirasse uma foto dela.
Até aí, “normal”. O que me incomodou foi a “pose”: deitou na água e flutuou, como se estivesse relaxando.
Alguns segundos depois, levantou, verificou se a foto estava boa e saiu, em busca da próxima cachoeira.

N’outra vez, eu estava com um amigo na Pinacoteca e notei que uma garota, de uns 10 anos de idade, estava fotografando freneticamente tudo o que via pela frente, com seu celular. Ela realmente não parava um segundo para observar aquilo que fotografou.

selfie
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E, na vez mais recente, eu estava sozinha na exposição do Ron Mueck no MAM, do RJ. No início, eu buscava somente observar as obras, seus detalhes, suas cores e pedaços, já que falaram tão bem delas. Porém, o fato 1) das pessoas não respeitarem o aviso de “não fotografar com flash” 2) das pessoas não respeitarem a faixa de segurança entre elas e as esculturas 3) de uma menina tirar um selfie (com duck face) em frente a uma galinha pendurada (parte da exposição) 4) eu não conseguir observar as esculturas porque tinham milhares de celulares e tablets na minha frente me chamaram a atenção

Exceto as crianças, quase ninguém parava para observar as obras.
O ápice da exposição são os detalhes, as rugas, o cabelo, a barba (todas criadas pelo Ron Mueck), mas parece que quase ninguém notou. Talvez o fato de ser uma exposição famosa no mundo inteiro e que ganhou grande atenção da mídia brasileira tenha cegado essas pessoas e criado a necessidade de dizer ao mundo: “eu estive ali”.

Talvez, não. Certeza.
Esse é o mal da nossa geração: a necessidade de sempre dizer “eu estive naquele lugar” “eu fiz isso” “eu comi aquilo”.
Sei que inúmeras pessoas falam disso em revistas, jornais, televisão, blogs, no metrô… mas realmente é angustiante.

Não me excluo disso. Eu, como amante de fotografia, tenho a necessidade de compartilhar fotos das viagens que fiz, dos lugares onde estive etc. E realmente é legal ganhar likes. Eu quero atenção a todo momento, atenção de todos vocês, meus 400 e poucos amigos do Facebook.

Sem lições de moral.
Só que, depois de ter notado tudo isso, tenho tentado deixar a câmera/celular de lado por alguns instantes pra observar/admirar os detalhes daquilo que está próximo a mim: seja de esculturas, quadros, paisagens ou da pessoa almoçando comigo, das ruas pela janela do ônibus.

Não é pra ser poético.
É somente uma dica pra gente guardar não só no cartão de memória aquilo que era pra ser guardado no coração.

E depois desse texto desabafo acho que as fotos vão falar ainda mais.
Fica a reflexão.